Arquitetura parasita: problematização e maquete do existente
Antes de analisar é válido ressaltar algumas características do cômodo escolhido. Ele é um quarto de 10,14 m² e de 2,84m de altura que possui uma porta de entrada no canto e na parede perpendicular a ela uma janela com grades. Os móveis são dispostos de acordo com seu perímetro, ficando na parede próxima a entrada uma escrivaninha, ao lado o guarda-roupa encostado na parede perpendicular e oposta a janela, depois uma cama na parede seguinte e por fim a segunda cama próxima a janela. Acima desse cômodo ainda há uma laje coberta onde fica a caixa d’água e o terreno em frente é um tanto irregular, causando um desnível entre o chão do quarto e o do quintal. Por fim, há um muro e um canteiro que contornam os limites do quintal diagonalmente, tendo um ângulo menor que 90º com relação a parede da janela do cômodo.
Retomando os problemas abordados na postagem anterior,
o quarto possui um tamanho insuficiente para atender a todas as necessidades
daqueles que o usam. Por possuir apenas espaço para uma escrivaninha é
necessário que uma das pessoas faça de outro canto da casa o seu lugar de
estudos e nem sempre é um lugar silencioso como deveria. A janela escura com
grades apenas reforça a sensação de aprisionamento, dando um campo de visão
muito reduzido e luminosidade suficiente, mas não excelente. Além disso, o
ambiente é pouco convidativo a mudanças, pois não há possibilidade de mudança
no layout ou redecoração. Esses problemas foram criticados por Hertzberger em
seu livro chamado Lições de Arquitetura (1999), como foi trabalhado na postagem
“A minha residência de acordo com Hertzberger”.
A partir disso, foi feita uma maquete estrutural que
seguiu a escala de 1:20, feita com papelão, papel paraná e cartolina. As
imagens a seguir são referentes a essa maquete processual que será utilizada
para dar andamento ao projeto de um anexo imaginário.












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